morreu.
há quase um mês.
.
durante o dia não lhe sinto a falta.
.
ela andava sempre a limpar,
a arrumar,
a passar a ferro.
eu ia compar o jornal,
dar uma volta.
estávamos juntos à hora de comer.
.por isso,
durante o dia não lhe sinto a falta.
.
mas à noite,
na cama,
não consigo adormecer,
sinto a falta do seu irritante ressonar.
.
5 comentários:
pois, os malditos hábitos!
marradinhas da bicharada do "pequeno jardim" e um abraço da Humana
Humor (quase) negro:)))
(ainda existe o Eugenie,passei-lhe à porta! Portanto, é só marcares quarto e meteres-te num avião...)
Olá gostaria que visita se meu blog que é dedicado a cultura. Espero que goste nele tenho uma coluna poética aos sábados ás 09 da manhã espero poder contar com sua visita.
Sucesso em seu espaço.
Magno Oliveira
Twitter: @oliveirasmagno ou twitter/oliveirasmagno
Telefone: 55 11 61903992
E-mail oliveira_m_silva@hotmail.com
A rotina de dormir com alguém, é das mais intensas entregas... ela "catch you", Augusto, mil!
Senhor:
talvez seja por isso que não gosto de arrumar as coisas em classificações: ora veja que até o ressonar pode ser uma canção de embalar de acção hipnótica e quiçá vibratória.
Tudo depende do hábito de quem ouve e de quem trepida e, neste ponto, uma certa saudade, mesmo que pouca,até pode lavar as irritações.
É por isso que os mortos ou ausentes ganham sempre aos vivos e presentes.
Louvo-vos porque se tal sorte me coubesse, o de ouvinte de tal estremecimento, tornar-me-ia assassina por legítima defesa ainda que a casa andasse descuidada.
Mas se o ressonar fosse substituído pela mascadura de pastilha elástica sem que a boca fosse cerrada, ai Senhor, tornar-me-ia serial killer. Genocida se com balão e de cheiro a morango.
Perante a vossa insónia me curvo respeitosamente.
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