sexta-feira, 12 de novembro de 2010

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a Matota e eu fomos colegas de trabalho durante quarenta e dois anos. um dia ela resolveu inscrever-se num curso de artes decorativas. andava entusiasmadíssima. este pequeno óleo foi pintado por ela.
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na terra das nossas diferenças cresceu uma amizade que criou raízes fundas.
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ela partiu.
recordo-a com ternura e seria reconfortante pensar que um dia voltaríamos a encontrar-nos.
e que voltaria a encontrar também todos aqueles que já perdi.
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se eu acreditasse.
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6 comentários:

Anónimo disse...

gostei das palavras escritas em verde-musgo de saudade. não interessa aquilo em que acreditas, em relação ao que será, depois da morte. o que interessa é não deixar que os mortos amados deixem de habitar o bosque, mesmo que sombrio, da memória.
a Humana manda-te um abraço

Justine disse...

Podes encontrá-los todos os dias nas memórias que deles tens! Para quê noutro local qualquer? Só ia complicar:))
(post de uma enorme ternura...)

O Árabe disse...

Podemos, amigo... nas lembranças que nos deixaram. :) Meu abraço, boa semana.

São disse...

Ela continua consigo, só que não vê...

Um abraço solidário, nesta hora triste de perda.

bettips disse...

Sempre que (lhe) fales. Assim. E sorrias. Recordada com ternura. Sempre que.
Abç

(dizer que me sento, é um sentar de sentimento. Também descansar de tanto sentir por outros, faz bem e sossega-me)

frioleiras disse...

um bj, meu querido..............
tb eu gostaria de

encontrar os «meus» que já partiram....................