domingo, 28 de fevereiro de 2010

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Recordo-a.


Mas, é já vaga e imprecisa a sua imagem e, o que melhor recordo são os seus lábios e os dentes muito certos quando sorria.


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E não sinto já as saudades que sentia.


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10 comentários:

Maria P. disse...

Muito bonito, assim...

Bjs*

MagyMay disse...

Sabes que me parece, que quando não se sentem tão fortes as saudades, o recordar é assim mesmo... um sorriso... até o nosso próprio sorriso.

Boa semana, Augusto

~pi disse...

[ lenço branco de

espelho s: vé us e

dent es:

lenço laço brando

brado vento

lennn

nnnto,






~

~pi disse...

ah e tu não serás entre mil, tens o dom absoluto

o de ser-único,
mais-do-que-queres-saber

[ pois voltei eu, pra t dizer,






~

Laura Ferreira disse...

Belíssimo.

O Árabe disse...

Assim é, amigo: o tempo que nos traz é o que nos leva... apenas as lembranças ficam. :) Meu abraço, boa semana.

Justine disse...

O tempo acaba sempre por amarelecer as fotografias, por amolecer as dores, por suavizar as cicatrizes. É triste...

Arábica disse...

Eu às vezes tenho saudades minhas.
E lembro o recorte mais que imperfeito dos meus dentes a morder a vida:esfomeada e viva.

Amarela e amolece o tempo, as imagens, a saudade e a fome.

Beijos, boa semana.

Teresa Diniz disse...

Que bom quando o que recordamos é o sorriso!
Obrigada pela visita. Tem sempre lugar lá na minha sala.

maré disse...

e há sempre na inquietação penúmbrica da sombra, uma clareira
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uma fresta lúcida de luz