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E foi a altura de entrarem os anjinhos na corrida. De se divertirem. Nós, alegremente, pagamos para que possam fazê-lo. Eles saltitam nas nossas prateleiras, penduram-se em fitas coloridas, passeiam-se em retábulos, velam pelos meninos nos presépios e, nas alturas, cantam glórias de barro e de papel.
Embevecidos, olhamos os seus seráficos rostos. E pagamos.
Os seus rostos são serenos e inexpressivos.
Andam a rir, ou a chorar?
De quem? Por quem?
Mas são lindos.
E .pagamos.
Enlevados.
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6 comentários:
Acredito que depois de ser promovido à classe de anjo, nem se ri nem se chora. É uma classe diferente, superior à emocionalmente humana. Toca-se flauta. Dá-se às asinhas. Sentam-se em prateleiras só para fingir que descansam, mas é só a fingir.
A porcelana da sua etérea presença é massa sem musculo que se canse.
Aconchegam-nos as mantas de memórias à noite. E vão-se.
Nós de olhos fechados não os vimos partir.
Outras vezes chegam, a meio do dia e nós, de olhos fechados, não os vimos chegar.
Sempre será assim.
É dificil acertar o passo com os anjos, Augusto.
Bom Ano Novo e um beijo.
Assim é: enlevados. :) Feliz 2010, amigo; meu abraço!
Anjinhos somos nós
os que pagamos
Bom ano para si
olá
Anjos nos guiam, que eles guiem vc nesse ano d 2010 trazendo muita luz e paz, gostei do blog...
Boa semana, amigo. Aguardo o novo post!
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